Na beira da janela solfejou o acaso do relógio chamado tempo, contudo, depositou-se na brisa passada entre meus cabelos palavras atemporais do meu silêncio... de minha epifania chamada linha do infinito... ...Palavras que são bocas beijadas pelo casamento de outras letras... compreensões... A mesma manifestação de força que move a folha de um arbusto, é a que balança meus dias trazendo o oxigênio da existência de um mundo que não é falado... apenas vivido... sentido... ...Nisso sigo vivendo pela sobriedade vivenciada na manifestação sonora do existir da vida... Na beira de mim mesmo cresceram asas que puseram-me em contato comigo e, inevitavelmente, notei-me carente de mim... sedento de construir-me nesse lugar estático... inclemente... rude a minha volta... Lugar esse que não se modifica... que não nos tira da sensação do mesmo... do repetido... do lido... do falado... Lugar que comporta-se como inexistido, mas sigo existindo por aqui, até, novamente, comunicar-me com a nat...