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Mostrando postagens de novembro, 2021

O Cemitério de Bragança

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 Conta-me tuas lamurias nessa terra esquecida... Louvada pelo passado, mas que hoje não se faz actual. Ouvi dizer-te que tudo nela soa ao acaso morrido em tempos pretéritos, mas que por isso nada soa actual... mesmo tu querendo almejar as índias... nada, absolutamente nada consegues além de ser ultrapassada e indigesta aos que de teus antigos quintais vem. Coroada são suas ilhas e terras que fizeram um dia parte de suas jóias, aliás, através delas que ainda resiste viva... de alguma maneira a fazer esperança a tua gente. Amando-te sei que seja impossível de haver, mas quiçá tolerássemos uns aos outros de maneira razoavelmente sábia... não sem mácula, mas com vontade de conviver. A coroa foi-se há tempos... se de alguma maneira tu não louvasse as ruínas, conseguiria mirar suas terras como família e elas como extensão de si. Filipe Rezende de Souza. pintura do francês Jean-Baptiste Debret

O Corgo

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 Nota-me... ...sentinela do caos, a plateia toda soberba aguardando o solfejo do pranto. Iniciou o cortejo dos olhares arrependidos, mas cobertos de orgulho. Aguardo aquilo que aprendi a almejar como uma Jerusalém de conquista... tudo é aguardado, como uma nova estação que se apresenta, contudo, ficaram as pétalas que um dia foram do jardim... hoje fragmentos de um passado distante de vida... de ideias. Nota-me... Talvez o silêncio tornou-se a melhor melodia da poesia do comportamento que se fez... se fez como uma exposição silenciosa do manifesto. ...Hoje o inverno fez-se... tudo recolhe-se... concentra-se... nutre-se de energia... aguardando ela... a primavera virá, certamente!   Filipe Rezende de Souza. photo by cinept.ubi.pt