Agosto Lusitano
Meu destino é ser da minha felicidade,
onde um barco que navega encontrou a felicidade.
Quiçá pudéssemos expor no algoz da veia sofrível,
a rosa da esperança d'onde vem a paz como letras no papel.
Danço entre bugalhos de humanidade e serragens de melodia,
todavia, mesmo assim encontro batendo em mim acordes de sinfonia.
Em meu peito tenho vários acasos morridos, mas o que vive, busca morada a cada sentido.
Torço e contorço dentro da caixa que se fez a minha vida, para que enfim, encontre a falácia da saída.
Tudo em mim grita, berra e ecoa, mas em tudo precedeu o silêncio e calmaria chamado, calado!
Falei em destino?... Mas tenho reservas no dizer... Até porque voo alto a ponto de tornar-me grande para o prazer.
Marujo sou de mim mesmo risonho, a ponto de ecoar às praças a voz do meu sonho.
Filipe Rezende.

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