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Mostrando postagens de junho, 2018

Humildade, o Deus que Escraviza.

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A humildade é promíscua... é aprisionante. A modéstia é soberana... é honesta e pura! Como qualquer pensamento contemplativo, louvar a humildade o torna escravo dela mesma... é como se fosse jogado num calabouço do existir, onde a adoração passou a ser para um grande deus vaidoso e hostil. A modéstia te poe honesto com teus sentimentos e construções... é como uma grande deusa que se reconhece como coadjuvante... como falível, mas única. Péssimo estado o da humildade... quem a bebe, se violenta e escraviza todos à volta... como a grande carnificina do egoísmo... da soberba. Louvado seja a deusa Modéstia! Filipe Rezende de Souza.                                                 Fonte da imagem: pintura de  Diego Velasquez "Papa Inocente"

Dedicação ao Silêncio

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Longe de tudo e de todos... Sim! Calo-me pelo enriquecimento do saber pensar, do saber raciocinar. Num mundo de tamanhas falas o mais sabedora é o silêncio. Silenciar é domar... é findar o grito do ambiente provocador. Não existir existindo dentro de si... Olhando de dentro para fora. Silêncio é a postura censurada pela necessidade da fala em sons, pois partimos para o desconhecido chamado juízo ou racionalizamos a forma de partir de dentro para fora, cada vez mais interiorizando nós mesmos... Quase deixando de existir no todo sonoro. A ultima fala do requintado é a fala do silêncio... Achar-se em si, pelo silêncio, é um trator que pode ser do tamanho do buraco do existir interno. Ver para dentro é como um grito ao avesso, como vibrar apenas com o silêncio dos movimentos racionais ou irracionais do pensar. Na verdade, pensar é silencioso e profundamente enterrado num buraco interno do existir. Como existir é cansativo e desafiador! O limite, talvez, do silêncio seja o tempo......