Dedicação ao Silêncio
Longe de tudo e de todos... Sim! Calo-me pelo enriquecimento do saber pensar, do saber raciocinar.
Num mundo de tamanhas falas o mais sabedora é o silêncio.
Silenciar é domar... é findar o grito do ambiente provocador.
Não existir existindo dentro de si... Olhando de dentro para fora.
Silêncio é a postura censurada pela necessidade da fala em sons, pois partimos para o desconhecido chamado juízo ou racionalizamos a forma de partir de dentro para fora, cada vez mais interiorizando nós mesmos... Quase deixando de existir no todo sonoro.
A ultima fala do requintado é a fala do silêncio... Achar-se em si, pelo silêncio, é um trator que pode ser do tamanho do buraco do existir interno. Ver para dentro é como um grito ao avesso, como vibrar apenas com o silêncio dos movimentos racionais ou irracionais do pensar. Na verdade, pensar é silencioso e profundamente enterrado num buraco interno do existir. Como existir é cansativo e desafiador!
O limite, talvez, do silêncio seja o tempo... mas mesmo para isso, aguardar é uma postura provocativa da fala e, numa sociedade cada mais mais falante, isso é terrível e libertador.
Silenciar a vida, jamais... Todavia, o silêncio, é a melhor forma de viver o tempo.
Filipe Rezende de Souza.
Num mundo de tamanhas falas o mais sabedora é o silêncio.
Silenciar é domar... é findar o grito do ambiente provocador.
Não existir existindo dentro de si... Olhando de dentro para fora.
Silêncio é a postura censurada pela necessidade da fala em sons, pois partimos para o desconhecido chamado juízo ou racionalizamos a forma de partir de dentro para fora, cada vez mais interiorizando nós mesmos... Quase deixando de existir no todo sonoro.
A ultima fala do requintado é a fala do silêncio... Achar-se em si, pelo silêncio, é um trator que pode ser do tamanho do buraco do existir interno. Ver para dentro é como um grito ao avesso, como vibrar apenas com o silêncio dos movimentos racionais ou irracionais do pensar. Na verdade, pensar é silencioso e profundamente enterrado num buraco interno do existir. Como existir é cansativo e desafiador!
O limite, talvez, do silêncio seja o tempo... mas mesmo para isso, aguardar é uma postura provocativa da fala e, numa sociedade cada mais mais falante, isso é terrível e libertador.
Silenciar a vida, jamais... Todavia, o silêncio, é a melhor forma de viver o tempo.
Filipe Rezende de Souza.
Picture: The Scream, 1983 by Edvard Munch
www.edvardmunch.org/the-scream.jsp

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