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Mostrando postagens de setembro, 2021

O Delta da Aorta

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  Queria poder decidir o papel de alguém que gosta de estar num cenário tocante...  ...tocante ao natural, sem mácula, retoques ou conserto, mas tudo que tem-se da vida é uma colcha de retalhes... costurados pedaço a pedaço como num grande emaranhado de frustrações, descrença e reconhecimento do inútil e inadequado. Oxalá quisera ser essa fortaleza que pus-me a parecer dentro das defesas do existir, mas as vezes submeto-me ao caos do existir e dou-me a possibilidade do tolo... do vazio... do limitado. Não vejo-me como um forte, vejo-me como um constante sobrevivente... do caos de existir num universo blasé e completamente sem a mística do renascimento após as cinzas. Extremamente soberbo e claramente evidente são os meandros do existir, mas sobretudo, viver é um ato de lucidez às avessas.  Filipe Rezende de Souza.                                             ...

Santa Sede

 Santa Sede Senti-me tão bem... Como desde as vezes que estive feliz em Terras de Vera Cruz. Era como saltasse-me a alegria em cá estar... Outrora tão inseguro, mas agora totalmente tomado pela sensação de sentir-me muito bem. Talvez reste em mim o que mais gosto... O gosto de ser completo até em terras de Pessoa, o Fernando. Filipe Rezende de Souza.

O Adônis do Dão

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Cá estou... Nesse momento as luzes se apagam como que num recolher de sensações... a espera do novo chamado amanhã... ...Pela janela os murmúrios da cidade faz-se pausadamente a ponto de por-se quase que silenciosa. Nessa hora tudo é muito mais solitário e vazio, desde quando lembro-me de tua presença acolhida em meu peito... Agora tudo cala-se e é existencial o desejo em ter-te como que num frêmito momento do agora e esse agora, para sempre. Nuvens, talvez, amanhã existam afim de decorar o céu azul escaldante...quase que ardido pelo sol... nos "talvezes" busco ancorar-te a mim e eu, enfim, encontrar a minha Vera Cruz sentimental.   Filipe Rezende de Souza photo by  evasoes.pt