O Adônis do Dão

Cá estou... Nesse momento as luzes se apagam como que num recolher de sensações... a espera do novo chamado amanhã...

...Pela janela os murmúrios da cidade faz-se pausadamente a ponto de por-se quase que silenciosa. Nessa hora tudo é muito mais solitário e vazio, desde quando lembro-me de tua presença acolhida em meu peito... Agora tudo cala-se e é existencial o desejo em ter-te como que num frêmito momento do agora e esse agora, para sempre.
Nuvens, talvez, amanhã existam afim de decorar o céu azul escaldante...quase que ardido pelo sol... nos "talvezes" busco ancorar-te a mim e eu, enfim, encontrar a minha Vera Cruz sentimental.
 

Filipe Rezende de Souza




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