Achados do Outono
É um dia cinza e pálido, como alguma obra de Rodin.... Entrelaço-me nos pensamentos do que fiz e que me escondo em pequenas pétalas de vidas vividas no grande pano do existir. É um existir sem plateia, apenas num monólogo existencial, onde sou abraçado por mim... incentivado por mim e encorajado por mim. Existir sozinho é desafiador, por vezes estarrecedor... mas consequência de tudo isso é um mergulho nas profundezas de minha existência, onde o voraz torna-se brisa e a calmaria se faz tempestade. Decerto não saberei a forma do existir, mas noto que ele se faz ao modo que conseguiu se encaixar nas incertezas da vida... Como as notas de uma flauta assoprada pela tempestade de se fazer viva e lúcida. A lucidez, aliás, é uma grande tristeza por permitirmo-nos a clareza das coisas.... Há a necessidade da embriaguez... da dúvida... da loucura.... Aguentar a existência é tarefa para as mentes ilúcidas, sem clareza nas respostas... Pois vive-se melhor o perguntador do que o que encontrou a re...