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Mostrando postagens de novembro, 2024

Achados do Outono

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É um dia cinza e pálido, como alguma obra de Rodin.... Entrelaço-me nos pensamentos do que fiz e que me escondo em pequenas pétalas de vidas vividas no grande pano do existir. É um existir sem plateia, apenas num monólogo existencial, onde sou abraçado por mim... incentivado por mim e encorajado por mim. Existir sozinho é desafiador, por vezes estarrecedor... mas consequência de tudo isso é um mergulho nas profundezas de minha existência, onde o voraz torna-se brisa e a calmaria se faz tempestade. Decerto não saberei a forma do existir, mas noto que ele se faz ao modo que conseguiu se encaixar nas incertezas da vida... Como as notas de uma flauta assoprada pela tempestade de se fazer viva e lúcida. A lucidez, aliás, é uma grande tristeza por permitirmo-nos a clareza das coisas.... Há a necessidade da embriaguez... da dúvida... da loucura.... Aguentar a existência é tarefa para as mentes ilúcidas, sem clareza nas respostas... Pois vive-se melhor o perguntador do que o que encontrou a re...

Os Tempos do Vento

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Aquela mesma fase da lua, como que a pedir-me a crescente nota... A dó de existir como um canto na floresta a beira do rio, é como sentir a sensação das folhas pelas brisas a serem tocadas... Mas apenas a passar por elas, como uma flexa... O sentido é o constante movimento da continuidade. Somos continuidade, por mais que as folhas do pensamento guardem a ideia da brisa, entretanto, ela esteve a passar e o que continua é a brisa... o rio... pelas folhas que deixaram de existir, volta-se pelas fases crescentes da lua... Onde o poeta diz que tudo se renova, mesmo estando às memorias... essas sementes são como árvores, que logo deitam folhas a olhar para o luar da conversa das brisas. Filipe Rezende de Souza. Fotografia ,  #MárioBarila