No pequeno existe o Grande!

Olá!

Na verdade relutei muito em escrever esse tema mas como sou uma pessoa levada ao desafio, quis prosseguir com o limite e o sistema democrático que alimenta esse blog e quem o escreve.

Durante muito tempo, e depois de ver muita gente passando pelo mesmo problema, quero aqui desenvolver a prosa sobre a questão de até onde vai o relacionamento de um pai (falo do gênero pai e mãe) com seu descendente.

Desde os primórdios vemos na história alguns reinos, até mitológicos, passando-se num contexto patriarcal... Vemos isso na mitologia Grega com Perseus e seu pai... Vemos no reinado de Elizabeth II e seu pontual Charles.. enfim, estamos sempre cercados por essas figuras, mas chega o momento que me questiono, até onde segue a capacidade familiar de regeneração a individualidade de seus componentes.

Alguns que me cercam sabem que faço da minha vida um laboratório extremamente fértil e proveitoso sobre os meus temas, e isso tem sido uma constante e será até o final da minha vida.

Hoje vejo várias pessoas defendendo o sistema piramidal familiar, onde a regra militarística a rege de maneira doente e segregada. Hoje para se pertencer a aceitação familiar tem que se ter em mente que é só temer um personagem paterno ou materno e pronto! ..equação definida.

Entendo que a própria natureza humana encarrega-se de administrar os papéis dentro de um contexto familiar doente e totalmente segregado em que a maioria das pessoas estão habituadas a viverem.

Newton dizia que toda a ação gera uma reação... e isso é algo real!!

Noto que alguns pais estão vivendo uma realidade imperialista e totalmente xenofóbica diante de alguns pensamentos diferentes e atitudes que são naturalmente diferentes a deles...

Antes de qualquer coisa não quero fazer dessa abordagem textual alguma forma de protesto reivindicatório no sentido de confrontar as ideias paternalista e maternalista a respeito de filho.. ou vice-versa.. mas antes de tudo, o que realmente quero, é que façamos uma reflexão e nos perguntemos para onde segue o nosso pobre e farisaico modelo de medida para relacionamento que praticamos hoje dentro de nossos lares.

vou me prender no contexto Divinal de paternidade baseada no relacionamento Cristão..
Vemos claramente que desde o tempo em que a bíblia relata sendo como "os primórdios", Deus sempre se mostrou como um Pai sisudo e egoísta.. e acredito que ao longo da história assim se foi..
Noto que Deus antes de qualquer coisa é um cara que sintetiza a palavra evolução à sua própria acescência, pois antes que o homem viesse a sentir a necessidade de um Pai humanista e isento de soberba Divinal (mesmo sendo Deus), ele o fez como codornise no deserto, como aquele que sugeria a Davi um homem conforme a sua ideologia solícita a necessidade do homem.. e tudo isso meus caros leitores.. como O Criador!!.. Não bastasse isso, O Criador decidiu ceder o Filho como prova do elo que se perdera no éden.. Elo esse que poria um novo sentido a um relacionamento desgastado por guerras, perdas, hipocrisia humana, e sobre qualquer coisa, poria fim a um Deus que via o homem através de uma lupa pitoresca e divisiva!

Cristo veio para mostrar-nos que o pai descia do céu afim de buscar uma relação mais intimista e humanista com o homem... Jesus veio para ser  um mutante ao contrário, visto pelos céus como homem.. e apenas isso!.. Formidável!.. Tantas pessoas hoje procuram serem mutantes.. com poderes.. enquanto Cristo era um ao contrário... Homem e apenas isso.. Se fez desprotegido.. fraco.. e apenas isso!

Hoje vejo alguns pais se sujeitando pelo fato de serem progenitores, a uma filosofia doentia e segregadora  onde o coloca como centro de tudo em detrimento de qualquer coisa que o venha confrontar.. Ato insano e autoritário.. Vemos em Deus (através de Cristo) um Pai tão preocupado com a raça que ele criou, que contrapõe a muitos sistemas familiares em que coloca o fruto criado em fator de pequinês frente ao seu posicionamento parteno.

Pessoal, eu sinceramente não tenho como pensar que O Criador com toda a sua magnitude depositada ao ser humano, não tenha outro foco se não a nós mesmos..

 Se tem algo que eu sempre digo é que, assim como o plano Divinal, o plano familiar deve ser pautado, e catequizado, no patamar de uma parceria.. e numa parceria o todo é tão importante quanto as partes!

Pais seus filhos buscam parcerias e não outra coisa!.. e vise e versa.

Num contexto familiar, a natureza se encarrega de ajustar os pontos.. como?..
Quando se cria um cenário familiar, o fruto dessa bela e fantástica união nasce um outro ser.. esse precisa de cuidados.. e recebe (mesmo que em tese).. e como uma ironia do Divino.. os cuidadores passam ao papel de cuidados devido a biologia da vida.. A velhice passa a ser um fator de regresso em que o que foi plantado será colhido conforme a disposição e afetuosidade de cada um.. e nesse momento a natureza ajusta as contas!

Cristo sentiu na pele a falta de reciprocidade dos homens, e nisso ele era categórico quando dizia que seria mais fácil passar um camelo por uma agulha, do que um homem adentrar ao portal Celestial.

Nossa.. Acredito tanto que vivemos numa imensa teia que se uma trama estiver rompida, todo pode vir a se perder.. Deus é amor, mas uma marca que passou a existir depois da vinda de Cristo é um Deus que desenvolve relacionamento.. acho Deus o cara mais conectivo que existe, pois ao invés de ser alguém isolado, resolve dialogar com homens... num mundo tão perverso.

Cristo nasceu para que tivéssemos relacionamento com pessoas.. entre famílias.. entre inimigos.. desafetos.. Amigos, não é fácil!

Acreditar no poder regenerativo de um indivíduo precisa antes de qualquer coisa ser Divinal e Cristão!.. Para um pai olhar para um filho e ver um parceiro e para um filho olhar para o pai com a mesma visão.. tem momentos que só se for um olhar através de Cristo... Um olhar através da incondicionalidade de Cristo!!.. Que nós nunca venhamos a perder a incondicionalidade do amor Cristão!!

A saúde da família antes de tudo deve estar saudável dentro de uma temática onde o maior e o menos não existem... onde o ponto de partida e chegada se cruzam.. onde a nascente e a foz se encontram.. e a energia vital da Criação de Deus se sintetize num relacionamento incondicional.. Como num cenário apostólico, pois mesmo Cristo sabendo da traição de Judas resolveu "incondicionalizar" o relacionamento.. e isso é algo que exerce a humanidade Divinal que deveria existir dentro de nós..

Terminando eu quero dizer que existe um Reino onde o menor é o maior, e que o maior nem existe.. é um Reino que cabe dentro de uma mostarda.. que pode se representar pela menor moeda que você tenha dentro de seus pertences.. e que se torna carne dentro de nosso peito..

.. Bem-vindo ao Reino onde tudo é pequeno perante aos grandes, mas se torna imenso diante dos pequenos!

Bom Domingo à vocês!

Filipe Rezende.

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