Um Bocado do Querer
Eu envergo mas não quebro, pois como a vara sou flexível ao seu ego.
Bebo o amargor da tua lágrima, mas não afeta, pois em mim faço para teu sorriso rimas.
Noto e te toco todas as vezes que em ti vejo saudade de mim, mas tudo que declama saudade em ti chama-se, eu.
Como do teu pão e bebo da sua água, mas não me faça dependente de sua benevolência, pois quando me acostumo faço dela escrava de mim.
Pode sorrir e falar baixinho aos meus ouvidos o quanto me ama, todavia, meça em sua atitude o quanto me quer.
Gosto de brisa ao meu rosto, mas faço um temporal dentro de ti.
Filipe Rezende.
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