O Colonizador de Mentes
Há um prazer na colonização de mentes que sodomasoquisa o colonizado, que torna corriqueiro o demérito de quem se faz imperial quanto a propagação no desrespeito ao diferente.
Essa semana dormi com esse barulho tintilando minha mente, como aquela irritante gota que discai numa bacia d'água na pia e faz de sua paz longe de ser tranquilidade. Pois bem, sabemos que tudo em sociedade pode evoluir mas com quesitos prioritários e dependentes de confronto com o desconhecido.
Ser um humano requer polimento, requer sofrimento e alegria... Ter humanidade requer entendimento, respeito, serenidade e identidade. Fato podemos em toda forma de pensar, mas por quê confrontar o outro com o que acredito ser imaculado e sacro?... Nessa minha caminhada digo que o maior veneno do homem não é deixar de fazer, mas fazer como se deixasse de conviver... Conviver com o diferente, com o oposto... com o que se não vê ou acredita.
Hoje tudo é promíscuo, tudo é prostituído pelo que se é dominado. Hoje o diferente é seduzido pelo perfil adotado do óbvio, do 'lúcido', do religioso dominante... ou até mesmo, por não ser igual.
Doença macabra é conviver onde tudo é igual, pois anula o que de melhor temos de diferente. Nesse aspecto perdemos nossa melanina, nosso cabelo crespo, nossa crença (ou descrença)... Daqui a pouco transformaram o meu corpo num país colonizado e a minha fala num gravador cibernético. Daqui a pouco o modo de pensar plural voltará para fogueira da inquisição intelectual e nem mesmo um não poderei dizer, ante ao "fast food" da vida.
Respeitar e conviver com o outro é ecológico e humilde. Viver à seu modo é saudável e rico. Viver através de si, preserva a melhor espécie que existe, você!
Filipe Rezende.

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