Renovação de Binóculos
A vida... Um descortinar de sensações, poesia e choro.
Num retumbante grito com olhar de espinhos e pensamentos profundos.
Aclamar o que já está morto é prender-se num passado onde a perfeição não mais depende de mim... Para isso precisaria ser o deus de mim, pautado no poder sombrio do julgamento e propagando o terror pelas esferas da ponta de meu dedo.
Crescer com os pés cansa! ...Mas ainda não estou, agradavelmente, vestido com algo que me esconda do que não preciso sentir. Por falar em escolha, escolho sorrir, chorar, gritar, mas, principalmente, silenciar-me ante toda forma que me traga um perfil embebido de teorias cafonas e se utiliza para qualificar o plural, através de uma visão básica a respeito da riqueza do ser glorioso. Sou liberto de mim e de meus pensamentos, pois até eles carecem de atualização diária.
O demônio que carrego, bebe e embriaga-se da paz do que conservo como sacro, mas nem tudo é paz... Posso ser uma enchente de dor, espinhos e medos... Medo de ser alguma coisa que se comporte menor de algo que seja belo, de algo que se comunique com a minha dor... mas quem nunca se usou de cerca para regrar a entrada de estranhos?... Nem o meu colchão dialoga comigo!... ele sempre me faz acordar embriagado de silêncio e seriedade.
Um dia pretendo espiar o meu passado para ver se fui infeliz ou apenas senti as sensações à minha volta como o vento. Ao final de tudo, é uma saudade de onde sei que sou afagado, contemplado e pleno... Mas o inverno é necessário para renovar a fauna dos sentimentos, pois tudo precisa cumprir um ciclo que nem mesmo definimos ao certo... não me encaixotaria no presente!
Por fim, encontrei uma lapa para conversar com as informações que fazem de mim, o mais provável de mim mesmo.
Filipe Rezende.
Dom Pedrito, 21.05.2015 - 01h50pm
Num retumbante grito com olhar de espinhos e pensamentos profundos.
Aclamar o que já está morto é prender-se num passado onde a perfeição não mais depende de mim... Para isso precisaria ser o deus de mim, pautado no poder sombrio do julgamento e propagando o terror pelas esferas da ponta de meu dedo.
Crescer com os pés cansa! ...Mas ainda não estou, agradavelmente, vestido com algo que me esconda do que não preciso sentir. Por falar em escolha, escolho sorrir, chorar, gritar, mas, principalmente, silenciar-me ante toda forma que me traga um perfil embebido de teorias cafonas e se utiliza para qualificar o plural, através de uma visão básica a respeito da riqueza do ser glorioso. Sou liberto de mim e de meus pensamentos, pois até eles carecem de atualização diária.
O demônio que carrego, bebe e embriaga-se da paz do que conservo como sacro, mas nem tudo é paz... Posso ser uma enchente de dor, espinhos e medos... Medo de ser alguma coisa que se comporte menor de algo que seja belo, de algo que se comunique com a minha dor... mas quem nunca se usou de cerca para regrar a entrada de estranhos?... Nem o meu colchão dialoga comigo!... ele sempre me faz acordar embriagado de silêncio e seriedade.
Um dia pretendo espiar o meu passado para ver se fui infeliz ou apenas senti as sensações à minha volta como o vento. Ao final de tudo, é uma saudade de onde sei que sou afagado, contemplado e pleno... Mas o inverno é necessário para renovar a fauna dos sentimentos, pois tudo precisa cumprir um ciclo que nem mesmo definimos ao certo... não me encaixotaria no presente!
Por fim, encontrei uma lapa para conversar com as informações que fazem de mim, o mais provável de mim mesmo.
Filipe Rezende.
Dom Pedrito, 21.05.2015 - 01h50pm

Comentários
Postar um comentário