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Mostrando postagens de julho, 2018

Brevidade dos Momentos

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Sexta-feira é sempre alegre... Mesmo na aflição ela tem que ser alegre. Como um valor de tributo a ela pago, quase que como contratada de um grande evento, ele é o mais oxigenado dos dias. Quando eu era criança achava a sexta-feira como um uma grande oportunidade de ser pra sempre feliz, mas a alegria é como o vinho na taça... na melhor parte ele se vai e a falta que faz, justamente ela, é sentida na segunda-feira. Dizem uns escritos que até um deus descansa na sexta-feira... Hoje tudo tornou-se a mais plena segunda-feira... Como se toda esfera de relaxamento tivesse se mudado para qualquer dia escondido... como um tatu na toca. Hoje, inclusive o hoje, passou a ser ontem e o amanhã virou hoje... Passamos a viver sem a noção real do momento... tudo passou projetado e hoje...ahh! o hoje ...se findou ontem. photo: arquivo pessoal.

O Cais de Mausoléu

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Passei pela noite e tudo está como daquela vez em que cheguei, coração atracado no cais do deserto dos sentidos. Pular a cerca dos meus sentidos, mesmo os mais exaustivos, todos eles adormeceram no árido cais de minhas sensações... Sinto-me um andarilho com pés escaldantes e boca sedenta de novos sentidos. Talvez se de tudo houvesse na vela de meu barco fatores existenciais... ventanias do sentido, talvez assim, velejaria até a ilha que ancoram minhas sensações de busca... de processo de existir como algo que jamais é pensado separado... como os gomos da tangerina suculenta. Parei dentro de mim como atracado no cais da solidão do meu riso e não sei se posso sentir tudo que eu preciso para encantar meus noturnos desejos, contudo, espelho-me no horizonte da fuga pois lá serve o banquete de um dia, sem o sentido de permanência nessa ilha esquecida até pelos deuses.  O barco parado ali e eu mergulhado na gávea como um marujo destroçado pelo movimento da gaivota que, ironicamente...

Escrito Sem Nome

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De terra tenho Brasílis assim como pertenço a toda mata de bichos de meus retalhos existenciais. São bixos grandes e em momentos pequenos, mas todos selvagens de cria... ...Tem momentos que o laço precisa  ser tão forte como a brisa para humanizá-lo com o que temos de sociedade. De tudo Brasílis te tenho desde a planta de meu calcanhar até o cume da cadeia de meus pensamentos, mas são como carcará tentando se firmar em cima da terra de presas... Brasílis é terra órfã de pai e de mãe... ninguém a quer mas todos a possuem como os pensamentos. Mesmo os mais secos e espinhosos que ninguém quer, mas todos possuem sem dizer... Como numa grande encenação onde fazemos de conta que não existimos para não saborear o jogo à mesa do planalto central. Brasílis passou a ser como um imenso carcará destroçando as entranhas do existir de cada construção lúdica de mim mesmo... a ponto de mesmo poluído, me fazer percebido... seja pela feiura de minhas águas existenciais ou mesmo pelo espaço qu...