A Saudade do Tupinambá

 Eu crio... Crio espaços, cortes, dores e risos

Faço o que penso ser melhor, todavia, o que é o melhor?

Criar é cansativo, assim como existir em meio a tantas faltas...

Olhar a tudo como um contínuo buscador requer, de alguma maneira, a coragem de seguir existindo em meio a construção do que se almeja... Um castelo de desejos do querer ser e ser comigo o melhor amigo... é desafiador... as vezes dá-me preguiça de existir no caos que é tudo...

Voar nunca foi o meu horizonte, meu terreno é no chão... pés no chão, mirando o caminho... quiçá seja o caminho o sentido de tudo, porque, alegoricamente, viver é cansativo, mas necessário para se observar com os pés no chão.

O caos de ser de um lugar com sabiás, bem-te-vis, tucanos e uma densa mata atlântica é que tudo fora de Vera Cruz é cafona... cheira a naftalina de vó!
Penso que nasci com minhas refências supremas infalíveis... fui forjado em Terra Brasilis onde tudo é rico... icônico... diverso... estranha-me a pequenês de alguns cenários que adoram o uno quando se pode ter uma atlântida de cores, sons e belezas.

Filipe Rezende de Souza.






photo by Tarsila do Amaral s picture

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