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Mostrando postagens de 2020

Exuberante, Eu

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Quanta saudade do que não tive, do que não fiz... dos tempos em que eu podia escolher entre isso ou aquilo, sem subverter  a ninguém com minhas escolhas. Melhor do que desenhar é observar o traço do desenho, pois avaliar sempre é mais pomposo do que produzir o traço. Eu produzo hoje o melhor de mim, nunca simpatizei-me em doar-me pela metade... apesar da necessidade rasa do recebedor. Penso que, hoje, quem me tiver, provará do completo... e se, porventura, não se satisfizer, é sinal de que tem por costume a mesquinhez... tenho horror a gente rasa! Eu, dos alagados ao pescoço, saúdo o prazer do existir, do demasiado... do apogeu... ...pois de pequeno já basta você que não me ler. Filipe Rezende de Souza. (Escrito em 22.01.2020 na cidade de Bento Gonçalves). Burle Marx

Relato na Sala de Máquinas

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Perco de vez o meu lado lúdico, não fosse a doçura das uvas à volta... Por vezes pego-me a pensar com quantos olhares se faz a alegria do dia... dia por vezes cansativo pelo barulho de máquinas sem qualquer sentimento ao silêncio. Reflito por vezes perguntando-me quando e onde encontrar-me nesse ambiente impessoal e arrogante... ...Saudade tenho da sala de casa, com paredes e músicas de memórias ...que me transportavam ao mais íntimo de mim... como um grande riacho onde a foz deságua na imensidão de meu apego chamado coração. Ouvir a sonora melodia de tantas pautas brasileiras, poe-me a pensar que melhor do que estar vivo é pensar o carinho das palavras aos ouvidos... Que som tenebroso dessas máquinas!... tira-me a poesia! Mergulho cada vez mais dentro de mim, na busca da melodia perdida ou quem sabe, do olhar maroto de quando cobiçamos algo pela primeira vez. Mergulho dentro de meu peito... Céus, quão profundo é! ...as vezes falta-me oxigênio ao término do pensa...

O Napoleão do Hospício

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Vivemos no contexto de um messias empossado pela ira... pelo ódio. O vislumbre ao poder tornou-se sua melhor bebida, bebida essa ao custo de vidas, ideias e, sobretudo, exterminando o diferente. O poder pode ser o mais inflamável das alucinações humanas, mas de tudo, como diria Sidarta, somos responsáveis pelo que nos movimentamos em fazer. O melhor dos mundos para o napoleão do hospício é ele mesmo... Como uma esquizofrenia narcísica, ele, o próprio translumbrante do hospício, endeusa-se e comunga o pão seco de sua epifania monástica aos moribundos súditos do quarto da ira dos confins... As mãos do napoleão do hospício estende-se aos débeis de seu reinado, mas ceifa os humanizados... os racionais... os andarilhos conhecidos pela busca da sabedoria. Hoje o reino de napoleão do hospício é ele mesmo... como um palhaço da destruição de Atlântida... ...onde as águas da naturalidade da vida, sucumbirá toda nostalgia do napoleão do hospício. Filipe Rezende de Souza. Napo...