Exuberante, Eu

Quanta saudade do que não tive, do que não fiz... dos tempos em que eu podia escolher entre isso ou aquilo, sem subverter  a ninguém com minhas escolhas.

Melhor do que desenhar é observar o traço do desenho, pois avaliar sempre é mais pomposo do que produzir o traço.

Eu produzo hoje o melhor de mim, nunca simpatizei-me em doar-me pela metade... apesar da necessidade rasa do recebedor. Penso que, hoje, quem me tiver, provará do completo... e se, porventura, não se satisfizer, é sinal de que tem por costume a mesquinhez... tenho horror a gente rasa!

Eu, dos alagados ao pescoço, saúdo o prazer do existir, do demasiado... do apogeu...
...pois de pequeno já basta você que não me ler.

Filipe Rezende de Souza.


(Escrito em 22.01.2020 na cidade de Bento Gonçalves).


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Burle Marx

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