O Napoleão do Hospício
Vivemos no contexto de um messias empossado pela ira... pelo ódio.
O vislumbre ao poder tornou-se sua melhor bebida, bebida essa ao custo de vidas, ideias e, sobretudo, exterminando o diferente.
O poder pode ser o mais inflamável das alucinações humanas, mas de tudo, como diria Sidarta, somos responsáveis pelo que nos movimentamos em fazer.
O melhor dos mundos para o napoleão do hospício é ele mesmo... Como uma esquizofrenia narcísica, ele, o próprio translumbrante do hospício, endeusa-se e comunga o pão seco de sua epifania monástica aos moribundos súditos do quarto da ira dos confins...
As mãos do napoleão do hospício estende-se aos débeis de seu reinado, mas ceifa os humanizados... os racionais... os andarilhos conhecidos pela busca da sabedoria.
Hoje o reino de napoleão do hospício é ele mesmo... como um palhaço da destruição de Atlântida...
...onde as águas da naturalidade da vida, sucumbirá toda nostalgia do napoleão do hospício.
Filipe Rezende de Souza.

Napoleão em tela de Paul Delaroche
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