Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2015

O Templo Dos Sentidos

Imagem
Doeu a dor do ser que se deitou em solidão em pleno deserto dos sentidos... Casou-se com a melancolia do dia e hoje a melodia da morbidez o embriaga de olhares opacos e sem vontade de palavrear o pensamento. Calou-se o desejo do riso quando a luz da cena se desfez e a certeza do vazio tomou conta do ambiente... O mesmo quando foi tirado do âmago materno e posto na selva humana. ...Na verdade, somos obrigados a abrir os olhos do nascimento e mostram-no o novo mundo como o necessário se quisermos vencer, mas e se talvez o nosso mundo for o inexistente?... o inacabado?.. Tudo é um teatro, inclusive a vida... o pano se fecha quando? ...na coxia será igualmente prazeroso... ou o belo dá-se apenas no visível da existência?... A dúvida é uma deusa faminta e cruel... e tudo mais de prazer que ela possa seduzir. Filipe Rezende.

Fragmentos de Nebulosa Realidade

Imagem
Criação de verbetes insanos num contexto de país sem memória... As fases da lua passou a ser guiadas pela fala humana, ignorando sua predisposição biológica. Criar o acaso na justificativa do que se faz e vê, para tentar com um ideal doentio, solucionar a possibilidade da totalidade dos problemas simplesmente para reter... o passado, o presente e, tragicamente, o futuro. Noites se vão e dias se vem e a mente da generalidade insiste em por-nos em tumbas religiosas e desmemoriadas... numa força que colide com a própria natureza humana do refazer o que insiste em paralisar. Tudo o que quiser, para o que é exercido, trata-se da possibilidade do inútil... do errado... do condenado ao calabouço de seres mitológicos sem a libido... Prazer real mesmo é na descaracterização de seres humanos, insegurança e total subserviência a nenhuma liberdade. Façamos assim, disse os reis de política, tiremos o passado no presente e busquemos o futuro sublime da dor... aquele sem desejo e emoção do livre....

O Reino Brasílis

Imagem
Misericórdia! ... Clamou seu senhor que viu na terra ferida, toda fome e dor que nela erguia. O ouvinte que nela estava sorria e chorava, tamanha era a dor e alegria de se fazer acoitada. Os seres da mitologia tupiniquim que aqui se gloria, fez de cá, o ultimo mais famoso mar lusitano. A terra magoa o ser que nela pisa, pisa como um cão sarnento que tudo desfaz... Tudo precisa de deixar o desfaz, para por o fazer. Misericórdia! ...Clamou o meu interno a ponto de cortar a tonicidade do socorro, mas o que não falou em palavras, foi gritado em lágrimas de um olhar carente de sentir a calmaria na terra... ...certo disso e daquilo, clamou-se a miséria da soberba humana, misericórdia! ....quando se fará daqui um imenso Portugal, ao passo da evolução que a cá se deixou por fazer? Misericórdia! Filipe Rezende.

Antiquário dos Sentidos

Imagem
Bebo o vinho como a verdade que se consome por completo, fazendo da mentira a meretriz que só existe se for revivida. Perdi o belo do dia, no momento em que a realidade beijou o acaso de meu riso... Fez-se noite quando a pele deixou de ser única e passou a ser violada pelo desejo de poder ter tudo e não sentir nada. Muitas vezes é quase nada quando se tem a necessidade do agora... Da mesma forma que vencer o dia é promessa que fazemos para o deus do acaso, querendo que acerte a conta humana de somar dois com dois e querer 4... 5... Mais do que viver é ter o coração daquilo que se deseja... Falar do vinho e sentir o vinho sem desejo é o mesmo que beijar sem vontade... olhar sem direção... tocar sem sentimento... Ouço muita coisa e, confesso, falo muito também... Mas sinto, ocasionalmente, como ninguém! Mergulho em (quase) tudo, mas se tudo é algo generalizado, ponho o meu tudo no vento... onde só se faz presente com o toque... com o sensível do poder sentir... do contrário, ele ape...

A Natureza em Crise

Imagem
"Nós achamos que começamos a existir num determinado espaço de tempo e, inevitavelmente, deixamos de existir noutro momento... Essa equação acaba trazendo muito dor em algumas pessoas..."[...] Hoje comecei o texto com um breve pensamento ouvido e refletido, através de um ensinamento que tenho praticado. A minha pergunta é, até que ponto cumprimos o nosso papel na humanidade como seres humanos? Essa semana fomos confrontados com uma crise humanitária Síria (e de todos nós), onde a busca por algo melhor passou a ser o mais importante, inclusive não importando os meios e obstáculos a serem superados... Até que ponto essa busca não é nossa?... Aquela criança falecida numa praia turca pode ser compreendida de várias maneiras, ou perguntada se a natureza está morrendo, entendendo que somos parte dela... Algumas práticas contribuem para que aquela criança continue morta... à beira mar... Entendemos que a política do individual pode e tem matado muita gente... desde um obrigad...