Antiquário dos Sentidos
Bebo o vinho como a verdade que se consome por completo, fazendo da mentira a meretriz que só existe se for revivida.
Perdi o belo do dia, no momento em que a realidade beijou o acaso de meu riso... Fez-se noite quando a pele deixou de ser única e passou a ser violada pelo desejo de poder ter tudo e não sentir nada.
Muitas vezes é quase nada quando se tem a necessidade do agora... Da mesma forma que vencer o dia é promessa que fazemos para o deus do acaso, querendo que acerte a conta humana de somar dois com dois e querer 4... 5...
Mais do que viver é ter o coração daquilo que se deseja... Falar do vinho e sentir o vinho sem desejo é o mesmo que beijar sem vontade... olhar sem direção... tocar sem sentimento...
Ouço muita coisa e, confesso, falo muito também... Mas sinto, ocasionalmente, como ninguém!
Mergulho em (quase) tudo, mas se tudo é algo generalizado, ponho o meu tudo no vento... onde só se faz presente com o toque... com o sensível do poder sentir... do contrário, ele apenas não existe...
Sentir é tudo que faz do prazer algo carnal... humano e, sensualmente, interessante!
Filipe Rezende.
Perdi o belo do dia, no momento em que a realidade beijou o acaso de meu riso... Fez-se noite quando a pele deixou de ser única e passou a ser violada pelo desejo de poder ter tudo e não sentir nada.
Muitas vezes é quase nada quando se tem a necessidade do agora... Da mesma forma que vencer o dia é promessa que fazemos para o deus do acaso, querendo que acerte a conta humana de somar dois com dois e querer 4... 5...
Mais do que viver é ter o coração daquilo que se deseja... Falar do vinho e sentir o vinho sem desejo é o mesmo que beijar sem vontade... olhar sem direção... tocar sem sentimento...
Ouço muita coisa e, confesso, falo muito também... Mas sinto, ocasionalmente, como ninguém!
Mergulho em (quase) tudo, mas se tudo é algo generalizado, ponho o meu tudo no vento... onde só se faz presente com o toque... com o sensível do poder sentir... do contrário, ele apenas não existe...
Sentir é tudo que faz do prazer algo carnal... humano e, sensualmente, interessante!
Filipe Rezende.
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