O Templo Dos Sentidos

Doeu a dor do ser que se deitou em solidão em pleno deserto dos sentidos... Casou-se com a melancolia do dia e hoje a melodia da morbidez o embriaga de olhares opacos e sem vontade de palavrear o pensamento.
Calou-se o desejo do riso quando a luz da cena se desfez e a certeza do vazio tomou conta do ambiente... O mesmo quando foi tirado do âmago materno e posto na selva humana.
...Na verdade, somos obrigados a abrir os olhos do nascimento e mostram-no o novo mundo como o necessário se quisermos vencer, mas e se talvez o nosso mundo for o inexistente?... o inacabado?..
Tudo é um teatro, inclusive a vida... o pano se fecha quando? ...na coxia será igualmente prazeroso... ou o belo dá-se apenas no visível da existência?... A dúvida é uma deusa faminta e cruel... e tudo mais de prazer que ela possa seduzir.

Filipe Rezende.



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