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Mostrando postagens de 2017

Traçar do Viver

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Barco a seguir mar a dentro com a leva de meu pensamento, a que se fez num dedilhar de poesia que se faz estranhamente de um casamento... ...Notei-me cansado de construir textos passados de experiências existidas, mas passei a buscar no presente a realidade de fato existida... ...Existida numa frase... num texto... numa melodia que nem precisa ser erudita, mas que se mostre arrogante para o fato de apenas sobreviver e que fosse discutida. As conversas que ecoam em mim trazem em si a acescência d'uma sinfonia das mais audaz, mas pobre sou... se de tudo que dedilha os solfejos de meus pensamentos... só me busca a paz... ...Paz de um silêncio cantado, mas, contudo, sentido... Ah! Preciso sempre sentir... Noto em mim um rio de sentimentos chamado tudo o que se pode sentir. Certeza mesmo tenho que se a vida gosta de existir, ela busca no processo de existência a mais bela forma de interagir. Filipe Rezende de Souza.

O Coma Da Liberdade!

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Sim! ...A minha africanidade é tão explosiva e presente que perdeu a alma... o deus... o sentido de sorrir ... ...Numa sociedade em que tolos fazem-se de soberbos abutres comedores de conhecimento rasamente interessado em crescimento... Não! Somos tragados à lama de cada um deles... Promíscuos na própria ganância e prepotência, servidores de uma monarquia decadente e estranhamente impositiva... Não! Sou de tudo enojado pela minha própria história de liberdade... de conscientização do poder ser e conseguir! ...Sou o meu próprio deus... sou o meu próprio destino, afinal de contas, viver nesse mundo continuando sorrindo para todos e tudo é idiotice desumana! ...Irmão sendo vendido como escravos na Líbia... Bem, isso me deixou muito abalado... ...Não sei em que momento toda uma sociedade transformou-se em esterco, mas chegamos ao momento em que a sociedade começou a exalar todo o fedor dos seus guardados... Dos seus sorrisos... gestos... Tudo virou esse tremendo punhal que tenta fer...

O Existir Além do Ninho

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Acordado a minha sombra vejo o passar de um dia em que não mais existe, dia esse que se despede como sobra do que não fui... do que não fiz... do que não tratei de ser... ... Mais um dia que me beijou com tênue sofrimento do perdido e foi-se... Mais uma vez levou um pouco de mim... Logo de mim, que nem passei a ser, apenas existo cumprindo ações que definitivamente me conectam a lugar nenhum... se não a minha insistência de prosseguir... de olhar... de silenciar o que nem poderia falar... cá conecta a minha inexistência... Dor torna-se placebo de viver num lugar esquecido pelo sentimento de satisfação... como um miúdo filhote longe do ninho... longe de tudo que gera e é de fato felicidade... bem, esta foi-se há tempo e pois no lugar sua prima, a inquietude... ...Não careço de estar feliz a todo tempo, mas hoje como nos últimos dias tenho tido preguiça de sorrir... não pelo exercício facial, mas por ter a falta de estímulo disponível a minha volta... ...Tudo é muito teatral, mas um ...

Duvidamos de Todo Mundo

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Sim! Dúvidas...  incerteza entre confirmar ou negar um julgamento ou a realidade de um fato... ...Incerteza  do prazer, incerteza da dor, incerteza do sorrir e até do sentir... Somos seres duvidosos! Não confirmamos nossos próprios destinos, mas achamos saber, com certeza, o que queremos... Mas somos incansavelmente duvidosos! Não notamos o que sentimos em tempo de decidirmos o agora, mas buscamos construir o mundo em que queremos viver, mesmo sem saber do que de fato sentimos...  A gente é uma cova de propensos a sentir o acaso do amor e apenas isso! ...Viver... bem, viver é catolicamente promiscuo e sentimentalmente enfadonho, mas de tudo o amor... ahhh amar muda tudo! Apaixonar-se por qualquer coisa é o sentido da vida, mesmo que a coisa seja a ideia de se ver no outro. A gente duvida de todo mundo... Duvidamos da capacidade de compreender o que é o amor e sobretudo de nossa capacidade de amar... de tornar-se apaixonante para outras ou outros seres... Bem, ...

Inflexão do Existir II

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Qual o limite do desiquilíbrio? Vivemos apoiados num universo equilibrado dentro de um desiquilíbrio chamado existência, mas até que ponto nossos alicerces são fincados num projeto harmonioso? ...Pensar e repensar nossos alicerces nos poe numa reflexão que gera alguma mudança de atitude, tanto pelo fato do posicionamento em si, quanto pelo fato da régua em que medimos a existência de nós mesmos. Criar interpretações de um mesmo pressuposto tende a ser uma tarefa genuinamente inflexiva, pois lidamos com as consequências das interpretações criadas... quase que como um efeito dominó, mas será que mudar de um posicionamento tido como normal é uma maneira sustentável de existir? A dor e o equilíbrio é a correta maneira do existir? O quê existimos e qual a proporção dessa existência? Bem, o fato de que com o desiquilíbrio causado por perguntas como as pensadas acima, a vida passa por situações do caos que se ligam a quantidade de possibilidades de efeitos que gerará a abertura a tudo e...

Inflexão do Existir I

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Produzo, produzi, produzirei, produziremos... Produção, apenas isso! Apenas tudo isso! Mãos, pés, mentes... tudo, absolutamente tudo, é produzir... Não importa para quê ou por quê, o importante é produzir por produzir. O humano objetificou-se como máquinas, máquinas produtoras de produzir... Sem notar-se, apenas produz... Vamos produzir a dor, a lamúria do existir, o esforço, a imaterialmente natural maneira de produzir. Corpos enfileirados num ambiente sombrio chamado de fábrica, de escritório... Tudo produzindo o mais sombrio e avassalador jeito de existir... Bem, isso não importa, produza! Produzir... produzir... produzir... Apenas isso, pelo cansativo e decadente modo de vê-se útil... qualificado... graduado em produção de passageiras memórias que, pondo escritas, tem-se a alusão do eterno sentido da vida, mas que no próximo momento tornar-se-á passado... então produza! Produza! Produza! Lorde do escambo plebeu, produza sua seiva de exaustão social! ...e quando tudo estiver ...

Reflexão do Existir II

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Numa dessas festas do meu consciente apareci com tanga de miçanga para ver se me olhava melhor com teus olhos de lince, mas de tudo que notei foi que a resposta obtida era como oca... como vazia num pensamento vasto de longo alcance. Embrulhei-me num tecido de linho... o mais nobre, no afã de catalisar tua atenção ao meu próprio querer, mas aí de costume a vida tornara longínqua toda a sobriedade literária do possível... Como atendi ao sossego da busca, como um lobo cansado da busca, tornei-me a cochilar... achei que ao menos em sonho seria mais possível te alcançar com meus dedos (ao menos), mas dessa vez chegou o vento com um punhado de folhas que se decaíram repentinamente em meu rosto... acordei-me assustado e consciente que a razão tem suas razões para retardar uma vontade pulsante... Bem, mas de tudo não perdi a certeza que o querer é bem maior do que de fato aconteceu, nisso passei o tempo e ganhei pela certeza de que ele terá sempre que lutar para me convencer que o esquecim...

Luedji Luna - Um Corpo no Mundo

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E a palavra amor, cadê?... Amor de amar o amor, mesmo em palavras... Apenas um corpo na vastidão desse mundo inacabado, mas maravilhosamente interessante! Por Filipe Rezende de Souza.

O Lugar que se Esqueceu

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Na beira da janela solfejou o acaso do relógio chamado tempo, contudo, depositou-se na brisa passada entre meus cabelos palavras atemporais do meu silêncio... de minha epifania chamada linha do infinito... ...Palavras que são bocas beijadas pelo casamento de outras letras... compreensões...  A mesma manifestação de força que move a folha de um arbusto, é a que balança meus dias trazendo o oxigênio da existência de um mundo que não é falado... apenas vivido... sentido... ...Nisso sigo vivendo pela sobriedade vivenciada na manifestação sonora do existir da vida... Na beira de mim mesmo cresceram asas que puseram-me em contato comigo e, inevitavelmente, notei-me carente de mim... sedento de construir-me nesse lugar estático... inclemente... rude a minha volta... Lugar esse que não se modifica... que não nos tira da sensação do mesmo... do repetido... do lido... do falado... Lugar que comporta-se como inexistido, mas sigo existindo por aqui, até, novamente, comunicar-me com a nat...

Reflexão Do Ser

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Talvez eu pudesse ser o meu lado, com todos os contornos que a vida me trouxe... ...talvez eu pudesse ser, apenas ser... Do Eu reprimido, do Eu desafogado... do Eu autêntico... mas fui jogado num monte de coisas que só me acrescentam o conhecimento do que nada sei... em nada estou... sigo para um lugar chamado, sabedoria... Sei o por que de saber que estou sabedor, pois o ser, esse morreremos sem saber quando seremos, do contrário, nos tornaremos um monte de bloco de anotações propenso a tornar-se livro, assim como esse texto... ...sem ser e estando apenas aqui... em mente como numa grande ideia de tornar-se lúcido e, definitivamente, ser. Filipe Rezende de Souza.

O Espelho de Baco

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Somente contente você pode compreender a tristeza... Triste porém, pode compreender a alegria. Sentimento é tão importante quanto tornar sã a pessoa que existe em ti... Ora mais, compreenda o todo e daí compreenderás as partes como irmãs... como parte integrante da mesma taça... do mesmo vinho. Ligação da mesma placenta chamada natural. Ouvi dizer que nada é isolado e que absolutamente tudo pertence a mesma casa. Portanto, aproxime-se da irmã mais bela ao teu olhar e corteje-a, como se jamais houvesse a outra parte... a outra carne... Filipe Rezende de Souza.

Faíscas

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Faíscas... Do meu tempo sai faíscas ao vento... Vento alto que confunde a paz da minha espera pelo agora. Penso, repenso, mas só vem faíscas... Como numa brasa onde lançada a pólvora só se ver faíscas... Explosão, cataclisma... Tudo pelo bendido tempo que não passa... Aguardar é tempo demais quando necessitamos do agora... Do 'para este momento!'. -Auto Lá, Marujo! ...Faíscas... Tú só me poe faíscas ao vento... Ande logo com tua pressa, pois o acaso chegou chamado... Agora. Filipe Rezende de Souza.

Ciclo

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Ciclos... A busca pelo renovo do pensamento que se transforma, mas que olha no passado a necessidade de sobreviver. A voz do renovo chama-se, constante... O ciclo pode ser o tempo em anos dos mesmos fenômenos, mas a minha vontade é renovo... fazendo ficar outra vez como novo, alterando para melhor... Compreender, abranger, ser, crescer e saber que nada é estático, principalmente a vida. Ao longo da vida compreendemos os ciclos ou a mudança de momentos, mas contudo, absorvê-lo é algo místico no sentido de possibilitar a existência do que é apenas uma ideia que pode existir. Hoje louvo meu ciclo como um deus menino, que apesar das possibilidades, aguarda o mais humano de mim se estabelecer no meu novo ano. Filipe Rezende de Souza.