Duvidamos de Todo Mundo

Sim! Dúvidas... incerteza entre confirmar ou negar um julgamento ou a realidade de um fato...
...Incerteza  do prazer, incerteza da dor, incerteza do sorrir e até do sentir...
Somos seres duvidosos!

Não confirmamos nossos próprios destinos, mas achamos saber, com certeza, o que queremos... Mas somos incansavelmente duvidosos!

Não notamos o que sentimos em tempo de decidirmos o agora, mas buscamos construir o mundo em que queremos viver, mesmo sem saber do que de fato sentimos... 

A gente é uma cova de propensos a sentir o acaso do amor e apenas isso! ...Viver... bem, viver é catolicamente promiscuo e sentimentalmente enfadonho, mas de tudo o amor... ahhh amar muda tudo! Apaixonar-se por qualquer coisa é o sentido da vida, mesmo que a coisa seja a ideia de se ver no outro.

A gente duvida de todo mundo... Duvidamos da capacidade de compreender o que é o amor e sobretudo de nossa capacidade de amar... de tornar-se apaixonante para outras ou outros seres...

Bem, certeza mesmo é de que o caminho é infinitamente mais excitante que o fim e isso faz todo o sentido quando buscamos algo... Deveríamos escolher um caminho e apenas isso, sem nos preocuparmos com a meta cansativa e paralisante do ser apenas isso ou aquilo.

Dúvida mesmo tenho de mim, em todo o dia apaixonar-me pela mesma história de existir.

Filipe Rezende de Souza.


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