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Mostrando postagens de 2018

Fragmentos de Nebulosa Realidade (comentada)

Filipe Rezende de Souza.

A República de Bananas

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Nascestes grande como uma criança obesa e doente, sem agir pelo crescimento de si. Guerreias como fosse uma importante dentre tantas outras ao teu parentesco. Ó terra de nobreza falida e burgueses atrasados dentro de seus próprios caldeirões de mofo existencial, será que ainda consegues viver na imposição natural à evolução natural dos bichos e de tudo que há?! Noto-me num grande silêncio de vida  nessa terra esquecida pelos deuses e pelos homens do futuro... Tudo aqui passou a soar atrasado e sem voz, aliás, voz é o que existia nessa terra enfeitiçada pelo esquecimento existencial. Falsos humanoides concentram-se em derreter a cera social do belo e de diferentes belos à mostra nessa terra processada à infertilidade de existir num futuro próximo. Decadência! Gritou todos que faziam parte do barco naufragado em Vera Cruz, no Domingo daquele mês de Outubro. Histórico, mas sem qualquer imponência e beleza que se pode dizer da história, mas histórico pela rebaixamento da int...

Brevidade dos Momentos

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Sexta-feira é sempre alegre... Mesmo na aflição ela tem que ser alegre. Como um valor de tributo a ela pago, quase que como contratada de um grande evento, ele é o mais oxigenado dos dias. Quando eu era criança achava a sexta-feira como um uma grande oportunidade de ser pra sempre feliz, mas a alegria é como o vinho na taça... na melhor parte ele se vai e a falta que faz, justamente ela, é sentida na segunda-feira. Dizem uns escritos que até um deus descansa na sexta-feira... Hoje tudo tornou-se a mais plena segunda-feira... Como se toda esfera de relaxamento tivesse se mudado para qualquer dia escondido... como um tatu na toca. Hoje, inclusive o hoje, passou a ser ontem e o amanhã virou hoje... Passamos a viver sem a noção real do momento... tudo passou projetado e hoje...ahh! o hoje ...se findou ontem. photo: arquivo pessoal.

O Cais de Mausoléu

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Passei pela noite e tudo está como daquela vez em que cheguei, coração atracado no cais do deserto dos sentidos. Pular a cerca dos meus sentidos, mesmo os mais exaustivos, todos eles adormeceram no árido cais de minhas sensações... Sinto-me um andarilho com pés escaldantes e boca sedenta de novos sentidos. Talvez se de tudo houvesse na vela de meu barco fatores existenciais... ventanias do sentido, talvez assim, velejaria até a ilha que ancoram minhas sensações de busca... de processo de existir como algo que jamais é pensado separado... como os gomos da tangerina suculenta. Parei dentro de mim como atracado no cais da solidão do meu riso e não sei se posso sentir tudo que eu preciso para encantar meus noturnos desejos, contudo, espelho-me no horizonte da fuga pois lá serve o banquete de um dia, sem o sentido de permanência nessa ilha esquecida até pelos deuses.  O barco parado ali e eu mergulhado na gávea como um marujo destroçado pelo movimento da gaivota que, ironicamente...

Escrito Sem Nome

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De terra tenho Brasílis assim como pertenço a toda mata de bichos de meus retalhos existenciais. São bixos grandes e em momentos pequenos, mas todos selvagens de cria... ...Tem momentos que o laço precisa  ser tão forte como a brisa para humanizá-lo com o que temos de sociedade. De tudo Brasílis te tenho desde a planta de meu calcanhar até o cume da cadeia de meus pensamentos, mas são como carcará tentando se firmar em cima da terra de presas... Brasílis é terra órfã de pai e de mãe... ninguém a quer mas todos a possuem como os pensamentos. Mesmo os mais secos e espinhosos que ninguém quer, mas todos possuem sem dizer... Como numa grande encenação onde fazemos de conta que não existimos para não saborear o jogo à mesa do planalto central. Brasílis passou a ser como um imenso carcará destroçando as entranhas do existir de cada construção lúdica de mim mesmo... a ponto de mesmo poluído, me fazer percebido... seja pela feiura de minhas águas existenciais ou mesmo pelo espaço qu...

Humildade, o Deus que Escraviza.

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A humildade é promíscua... é aprisionante. A modéstia é soberana... é honesta e pura! Como qualquer pensamento contemplativo, louvar a humildade o torna escravo dela mesma... é como se fosse jogado num calabouço do existir, onde a adoração passou a ser para um grande deus vaidoso e hostil. A modéstia te poe honesto com teus sentimentos e construções... é como uma grande deusa que se reconhece como coadjuvante... como falível, mas única. Péssimo estado o da humildade... quem a bebe, se violenta e escraviza todos à volta... como a grande carnificina do egoísmo... da soberba. Louvado seja a deusa Modéstia! Filipe Rezende de Souza.                                                 Fonte da imagem: pintura de  Diego Velasquez "Papa Inocente"

Dedicação ao Silêncio

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Longe de tudo e de todos... Sim! Calo-me pelo enriquecimento do saber pensar, do saber raciocinar. Num mundo de tamanhas falas o mais sabedora é o silêncio. Silenciar é domar... é findar o grito do ambiente provocador. Não existir existindo dentro de si... Olhando de dentro para fora. Silêncio é a postura censurada pela necessidade da fala em sons, pois partimos para o desconhecido chamado juízo ou racionalizamos a forma de partir de dentro para fora, cada vez mais interiorizando nós mesmos... Quase deixando de existir no todo sonoro. A ultima fala do requintado é a fala do silêncio... Achar-se em si, pelo silêncio, é um trator que pode ser do tamanho do buraco do existir interno. Ver para dentro é como um grito ao avesso, como vibrar apenas com o silêncio dos movimentos racionais ou irracionais do pensar. Na verdade, pensar é silencioso e profundamente enterrado num buraco interno do existir. Como existir é cansativo e desafiador! O limite, talvez, do silêncio seja o tempo......

O Padrão Fascista

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No fundo de um poço chamado Era, estamos nele... Dores de incompreensões do diferente, do desigual... buscamos um perfil, uma ideologia mascarada do todo. O gosto pelas coisas nessas horas escorrem pelo ralo do sentido do dia e as horas são como tambores fúnebres, de uma história que digladiamos em construir no dia-a-dia. A gota de suor dos pensamentos mais progressistas beijam à vida como um grande ato final do existir e, existindo sigo o que continua a restar de mim como pensador. Ocorre que na verdade, existir numa lama de idiotas é extremamente cansativo e anárquico. Pijama veste o meu futuro, pois ainda dorme, aguardando que o serviçal do hoje prepare a cena dele (o futuro)... Para chegar com pompa... com imponência... Com encalço de todas as escamas de suor para travesti-lo de belo. ...Ah o belo! Conceito da mais anárquica consciência do existir em meio a feiura dessa sociedade de pouco trato social e com sofisticação pífia. Continuo me oxigenando com o vulgar... com o anár...

O Lago da Montanha

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O alto da montanha era brevemente um lago de águas verdes... convidativo ao olhar, mesmo que brevemente, ancorava os juízos e as razões de quase todo existir. Existir ali e somente ali, era como ligar-se a melhor parte do movimento de mudar... Mudar, não necessariamente a pessoa, mas de alguma forma o todo através de si. No alto da montanha haviam pássaros, borboletas e ideias... tudo se ligava a teia do todo através de meus olhos... Olhos esses que confundiam-se com o real e o irreal, misteriosamente, ao tempo do existir de cada existência que contemplava naquele alto de montanha. As águas do lago abraçavam-me como que numa dança de querer bem... de ser bem... De idolatria lúdica ao conhecimento do existir. No alto da montanha fiz-me homem, fiz-me vidente e ciente do inconsciente de minha visão que outrora tenebrosa se fazia, fez-se plena a mudança de ontem, hoje e, sem dúvida, amanhã. Filipe Rezende de Souza.                   ...

A Fala da Impossibilidade

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Juntos podemos tornar-se um, se não fossem nós humanos... Duas posições com pensamentos linguísticos opostos e difusos lutando por um objetivo semelhante, a possibilidade em construindo de se fazer uma só casa... a casa do eu e você. Percebida a luta a que seguimos todos nós, indivíduos de diferentes credos, etnias e atitudes... definitivamente todos, lutamos para conseguirmos viver na mesma casa chamada Terra... ou sei lá como se chama isso! Tão assoberbado faço-me em, forçosamente, ter de dizer e agir como agradável a um monte de seres semelhantes ao de minha espécie... seja por razões inadequadas de falar, agir ou olhar.... Acho que chegará um momento em que se traduzirá e se fará saber que o problema não é ter um país instável que produza a bomba atômica, mas sim uma outra bem pior chamada, ignorância... essa sim continua matando pessoas e ideias. Bem, apesar dos pesares, seguir em mudando a si e ao redor ainda é das impossibilidades mais possíveis, mesmo com a tormenta dos s...

Os Pássaros

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Logo bem amanhece e a andorinha estava lá... bela... Tamanha a beleza que esnobava todos e todas naquele meio. ...Tudo que se sentia na andorinha era ternura, abrigo e desejo... mesmo que com a miudeza do tempo que a levava para terminar aquele verão, algo se ancorava em cada voo da andorinha... em cada passada de asas... Bem, era como um grande balé nas águas... voos ...hinos... e acenos... ...Logo se foi a hora levando consigo a tão bela andorinha... levou um pouco do verão, mas, contudo, guardou um pouco de Binho, seu adorável canário... ...A andorinha indo... sem olhar para Binho.... cena mais que desalmada, mas assim que se fez o verão em dentro de Binho... ...De repente o verão volte, para que todos os pássaros sonhadores possam se sentir como pertencido, mesmo que apenas durante aquele novo verão... Sem limites... Tristeza... e fim. Filipe Rezende de Souza.                                 ...