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Mostrando postagens de 2015

O Templo Dos Sentidos

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Doeu a dor do ser que se deitou em solidão em pleno deserto dos sentidos... Casou-se com a melancolia do dia e hoje a melodia da morbidez o embriaga de olhares opacos e sem vontade de palavrear o pensamento. Calou-se o desejo do riso quando a luz da cena se desfez e a certeza do vazio tomou conta do ambiente... O mesmo quando foi tirado do âmago materno e posto na selva humana. ...Na verdade, somos obrigados a abrir os olhos do nascimento e mostram-no o novo mundo como o necessário se quisermos vencer, mas e se talvez o nosso mundo for o inexistente?... o inacabado?.. Tudo é um teatro, inclusive a vida... o pano se fecha quando? ...na coxia será igualmente prazeroso... ou o belo dá-se apenas no visível da existência?... A dúvida é uma deusa faminta e cruel... e tudo mais de prazer que ela possa seduzir. Filipe Rezende.

Fragmentos de Nebulosa Realidade

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Criação de verbetes insanos num contexto de país sem memória... As fases da lua passou a ser guiadas pela fala humana, ignorando sua predisposição biológica. Criar o acaso na justificativa do que se faz e vê, para tentar com um ideal doentio, solucionar a possibilidade da totalidade dos problemas simplesmente para reter... o passado, o presente e, tragicamente, o futuro. Noites se vão e dias se vem e a mente da generalidade insiste em por-nos em tumbas religiosas e desmemoriadas... numa força que colide com a própria natureza humana do refazer o que insiste em paralisar. Tudo o que quiser, para o que é exercido, trata-se da possibilidade do inútil... do errado... do condenado ao calabouço de seres mitológicos sem a libido... Prazer real mesmo é na descaracterização de seres humanos, insegurança e total subserviência a nenhuma liberdade. Façamos assim, disse os reis de política, tiremos o passado no presente e busquemos o futuro sublime da dor... aquele sem desejo e emoção do livre....

O Reino Brasílis

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Misericórdia! ... Clamou seu senhor que viu na terra ferida, toda fome e dor que nela erguia. O ouvinte que nela estava sorria e chorava, tamanha era a dor e alegria de se fazer acoitada. Os seres da mitologia tupiniquim que aqui se gloria, fez de cá, o ultimo mais famoso mar lusitano. A terra magoa o ser que nela pisa, pisa como um cão sarnento que tudo desfaz... Tudo precisa de deixar o desfaz, para por o fazer. Misericórdia! ...Clamou o meu interno a ponto de cortar a tonicidade do socorro, mas o que não falou em palavras, foi gritado em lágrimas de um olhar carente de sentir a calmaria na terra... ...certo disso e daquilo, clamou-se a miséria da soberba humana, misericórdia! ....quando se fará daqui um imenso Portugal, ao passo da evolução que a cá se deixou por fazer? Misericórdia! Filipe Rezende.

Antiquário dos Sentidos

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Bebo o vinho como a verdade que se consome por completo, fazendo da mentira a meretriz que só existe se for revivida. Perdi o belo do dia, no momento em que a realidade beijou o acaso de meu riso... Fez-se noite quando a pele deixou de ser única e passou a ser violada pelo desejo de poder ter tudo e não sentir nada. Muitas vezes é quase nada quando se tem a necessidade do agora... Da mesma forma que vencer o dia é promessa que fazemos para o deus do acaso, querendo que acerte a conta humana de somar dois com dois e querer 4... 5... Mais do que viver é ter o coração daquilo que se deseja... Falar do vinho e sentir o vinho sem desejo é o mesmo que beijar sem vontade... olhar sem direção... tocar sem sentimento... Ouço muita coisa e, confesso, falo muito também... Mas sinto, ocasionalmente, como ninguém! Mergulho em (quase) tudo, mas se tudo é algo generalizado, ponho o meu tudo no vento... onde só se faz presente com o toque... com o sensível do poder sentir... do contrário, ele ape...

A Natureza em Crise

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"Nós achamos que começamos a existir num determinado espaço de tempo e, inevitavelmente, deixamos de existir noutro momento... Essa equação acaba trazendo muito dor em algumas pessoas..."[...] Hoje comecei o texto com um breve pensamento ouvido e refletido, através de um ensinamento que tenho praticado. A minha pergunta é, até que ponto cumprimos o nosso papel na humanidade como seres humanos? Essa semana fomos confrontados com uma crise humanitária Síria (e de todos nós), onde a busca por algo melhor passou a ser o mais importante, inclusive não importando os meios e obstáculos a serem superados... Até que ponto essa busca não é nossa?... Aquela criança falecida numa praia turca pode ser compreendida de várias maneiras, ou perguntada se a natureza está morrendo, entendendo que somos parte dela... Algumas práticas contribuem para que aquela criança continue morta... à beira mar... Entendemos que a política do individual pode e tem matado muita gente... desde um obrigad...

A Prostituição Ética na Moralidade Social

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Ao longo da história, muitos buscaram a fábula literária que validasse ou aniquilasse os conceitos éticos e morais. Tudo que pensamos ou abordamos desde o campo da fala até o universo do desejo, passa pelo crivo da avaliação pessoal através do outro... Não sendo fatalista, entenda que quis dizer que, grande parte da sociedade tem praticado essa postura... o que se pergunta é até que ponto estamos dispostos a crescermos como seres que estimulem a análise contextual de viver, ao invés de reproduzir o cotidiano praticado há centenas de anos? Existe um fato que reverbera desde o passado chamado moral e nesse ínterim, pergunto se estamos sendo éticos pondo a moral em julgamento? Acredito que um dos fatores que se soma a realidade em que vivemos, é antes de qualquer coisa, algo chamado de liturgia moral. Ainda no século XXI se louva e serve a moral, como um deus dogmático... sem se fazer a auto-crítica do existir, pelo simples fato do proibido ser a eucaristia do cotidiano. Ética fazemo...

O Saber de um ex-deus

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O mito que virou frágil... mortal... Embebido em retalhos humanos e que perdeu sua identidade... O homo sapiens continua a se usar de poder e exclusivismo quando se fala daquilo que acredita.... Tudo é miragem até que o esclarecimento do comum se torne erudito o suficiente para ser tratado de iluminado... poético e, no todo, superior. Abaixo a crendice do abstrato! Precisamos do palpável.... do contente... do livre e da melancolia do viver... Hoje deixamos de aceitar o que é humano para acreditarmos no além do humano... talvez num trono esbranquiçado pelo cansaço de ser o poderoso...ou, talvez, foleado a ouro de tolo.... Sei lá, mas não tenho sangue para a caretice, nem para banalização de algumas falas que (acredita-se), pela insistência das repetições, se alcançará o convencimento na burrice das palavras... Sim, gosto do oco, do atingível e do pensamento... aliás, acredito ser esse ultimo, o único deus que nos salvará da desgraça chamada ignorância. Filipe Rezende.

Constituindo o Inacabado

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Aparentemente tudo é sorte... Mas o que está por detrás da conquista? Beleza... sorrisos... acenos e muito, mas muito suor compreende o que de melhor temos! Alcançar o pódio algumas vezes é dor, escolha e garra, mas permanecer nele é puramente manter a visão do incompleto... do inacabado... do "em construção" ao invés do "construído". Sabe-se que desde os faraós, a queda deu-se pela certeza do estabelecimento do máximo, mas no máximo precede o entendimento do mínimo... do limite visceral que conduz a saturação... Antes de tudo pense no necessário e construa o possível à maneira do dia... do momento... do sentimento... Mas produza, pois o de hoje sempre se soma ao de amanhã... e crescer depende de entender o momento... de respeitar as escolhas e saborear as conquistas. Filipe Rezende.

Pensamentos

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Por quê sentirei saudade do futuro?... Talvez pela verdade que se constrói numa fonte do presente... Certamente sentirei necessidade do presente no futuro, pois é aqui que nasceu suas raízes... Pintou o quadro em tela florescida de expectativa e beleza, para o futuro que olha no passado. Colorir de sorrisos a verdade criada no pincel, de beleza programada e perfeição construída, é tudo que o belo pintor chamado futuro faz com o passado que deixou de existir... Mesmo que de tudo veleje para o cais do bucolismo chamado alegria, certamente, o quadro do futuro se dará no passado. Filipe Rezende.

Por quê o rei do amor (ainda) está morto? (inspired by "Why The King of Love is Dead" song)

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África no que me fez cidadão... Cor que me guia a visão.. Não deixo de ser o velho cão ferido na escuridão... Negra é a virtude que entendo ser pela história vassala, atacada como escrava de sua própria pretensa liberdade agrilhoada. Sinto ser escravizado a cada leitura que trata o passado como fácil... como livre... como suave... ...Tudo lá foi raivoso... separatista ...segregador e, tecnicamente, religioso! Ah!... Hoje temos senzalas modernas... ideias europeias... uns Brasis cheios de uma alma branca e falsa, onde se diz ao sul que a influência branca é forte em detrimento a negra, indígena... O nome da origem do meu país chama-se falsidade... hipocrisia... A religião do meu país chama-se fanatismo... dinheiro... poder! ...Tudo isso soa trágico... náufrago... como a corte portuguesa... Saudade só tenho do mundo em que poderemos viver como iguais... onde a pele, o sexo e suas orientações, não sejam como palanques em dia de eleição, mas apenas uma parte da riqueza humana. ...

Terra de Brasil Tupi

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Dona das danças dos negros, fazei-nos entender o passo da música. Caboclo das matas e águas, ensinai-vos vossa sabedoria de ecologia... Quisera todos soubessem que tudo que se pediu, foi pedido aos Brasis do passado... Quisera entendessem que o folclore que louvamos, fosse sabido nas escolas onde quando crescidos, não estranhassem o que desse Brasil brotou desde os tupinambás que aqui existiram... Vitória-régia, saci e iara... são tudo gente do povo da gente, o mesmo que existe parecido mundo a fora...                                                                                                                                            ...

A Terra de Sobral

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Deveras repensar o passado como aniquilas o teu presente... Tu! pobre mortal!.. saberia entender que o prosaico beijou-te com espinhos e sobre ele, tu deitarás. Sabidamente deu-te o elixir do mais nobre eno numa taça de sarcasmo... O mesmo que te sorrir em pleno silêncio e sutileza de frios acenos. Hoje, mortal, nem o voo te traria a beleza das poesias de Drummond... Nem te alegraria às cores de Khalo... Antes precisa do não falado, do não visto... do não necessário... Inércia fez todo sentido quando se foi levado pelo óbvio... pelo caminho que escolheram para ti, pobre mortal!  ...Crescer cansa, pois te obriga a escolher... a ser o doce ou amargo. quisera o mortal, por um frêmito tempo, velejar como marujo teu próprio barco e, enfim, encontrar suas índias... Terra a vista! Por Prudêncio Sobral. (Filipe Rezende).

Renovação de Binóculos

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A vida... Um descortinar de sensações, poesia e choro. Num retumbante grito com olhar de espinhos e pensamentos profundos. Aclamar o que já está morto é prender-se num passado onde a perfeição não mais depende de mim... Para isso precisaria ser o deus de mim, pautado no poder sombrio do julgamento e propagando o terror pelas esferas da ponta de meu dedo. Crescer com os pés cansa! ...Mas ainda não estou, agradavelmente, vestido com algo que me esconda do que não preciso sentir. Por falar em escolha, escolho sorrir, chorar, gritar, mas, principalmente, silenciar-me ante toda forma que me traga um perfil embebido de teorias cafonas e se utiliza para qualificar o plural, através de uma visão básica a respeito da riqueza do ser glorioso. Sou liberto de mim e de meus pensamentos, pois até eles carecem de atualização diária. O demônio que carrego, bebe e embriaga-se da paz do que conservo como sacro, mas nem tudo é paz... Posso ser uma enchente de dor, espinhos e medos... Medo de ser a...

O Horizonte

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Longe da ilha da certeza da mente de outrora, num novo mundo que faz a brisa soar como nova... Retalhos da mesma raiz que me fez sair do ventre de minha mãe, num mesmo movimento para à vida... Vida que segue o mesmo rio chamado, coragem! Coragem de fazer acontecer na chuva, mesmo que com raios, o meu sol e a calmaria de pássaros. Nutre em mim veia de floradas de sorrisos e lágrimas de satisfação pela certeza de fazer o crescimento. Num ambiente desconhecido nem tudo são flores, mas as flores são tudo o que precisamos depois de um inverno. Batalhar para buscar o que se tem em mente, depende muito mais de autor próprio do que de uma equação de acontecimentos. Assim como as ondas, precisamos de cada momento para sermos quem somos, mas lembrando que cada momento é único... Assim como cada sonho... pessoas... lágrimas e sorrisos. Vivendo o hoje eu projeto o alto da minha fortaleza... sem sair do chão... mas com os olhos nas alturas. Seja o meu projeto, Futuro! Por Filipe Rezende....